Assista: George Ezra na #BillboardLive

(Taken from / Obtida em: Billboard Live)

Nesta quarta-feira foi transmitido no Periscope da Billboard, uma pequena performance ao vivo do nosso querido George. Na qual ele canta seus sucessos e conversa um pouco em um clima bem descontraído. Você pode assistir no player abaixo:

 



O vídeo acima foi produzido e postado pela Billboard em seu twitter. Datada em 20 de Setembro de 2018. Esta postagem foi feita apenas para o deleite e entendimento dos fãs brasileiros do George Ezra e não tem nenhum fim lucrativo. Por favor, se reutilizar esta postagem, fazê-la com os devidos créditos.

George Ezra vê sua ex na plateia, em uma multidão de 80.000 pessoas:

Como isso aconteceu?

Imagine essa cena: você é um artista e foi contratado para tocar no palco Pyramid do famoso festival Glastonbury. O público presente é de exatamente 80.000 pessoas e mesmo assim, de alguma forma, você acaba vendo alguém na multidão que você não tinha ideia que estaria ali. Para George Ezra, isso foi realidade em 2015. E não foi qualquer conhecido que ele encontrou, foi sua ex namorada.

Conversando conosco em Hertfordshire, sua cidade natal, na bela área de Manor House que tem vista para o festival Standon Calling, George começa respondendo uma pergunta sobre o melhor momento de sua carreira até agora..

“É difícil escolher um melhor momento.” ele explica.

Nós demos algumas sugestões que pensamos que ele fosse escolher, incluindo seu primeiro single a atingir aposição das paradas no Reino Unido (“Shotgun“), abrir shows da turnê de Robert Plant, e seus dois álbuns número 1; contudo, ele escolheu outra coisa.

“Eu acho que provavelmente tocar no palco Pyramid do Glastonbury, porque para mim isso é a Copa do Mundo da música” ele diz. “Eu pensei em me aposentar depois disso, não dá para ficar melhor. Tudo fica abaixo, não importa o que aconteça.”

Mas a lembrança não acabou aí.

“Aquele ano foi simplesmente louco. E sabe qual foi a coisa mais doida?” ele pergunta. “Tinham 80.000 pessoas lá, naquele dia, e a única razão pela qual digo isso é para te dar um pouco de contexto. Eu não tinha nem cantado a primeira palavra da primeira música e vi minha ex-namorada na plateia.”

Uma parceria inusitada, George precisou voltar a si bem rápido.

“Eu tive que dizer a mim mesmo, ‘George, tem algo mais urgente aqui. Você precisa pensar nisso como a última das suas preocupações.’ E foi ótimo, o show foi brilhante. Mas foi tipo, como isso foi acontecer?”

“Eu acho que a encontrei depois porque ela estava trabalhando em um food truck com alguns amigos meus, eles estavam todos lá.”


A matéria acima foi produzida e postada no site JOE, em sua área de Música. Ela é datada de 30 de Julho de 2018 e foi escrita por Will Lavin, jornalista do site. Esta tradução foi feita apenas para o deleite e entendimento dos fãs brasileiros do George Ezra e não tem nenhum fim lucrativo. Por favor, se reutilizar esta tradução, fazê-la com os devidos créditos.

Entrevista Original: Clique aqui.

George Ezra sobre sua saúde mental: ‘Ed Sheeran recomendou que eu me livrasse do meu celular’

(Image taken from/Imagem obtida em: Pinterest)

 

 

O cantor que é sucesso nas paradas diz que foi ‘abafado pela ansiedade

Em 2014, George Ezra estava em todos os lugares, quando estourou no cenário musical com seu hit Budapest. Sua voz grave e seu dedilhado jovial na guitarra ecoaram em lojas, cafés e bares. Naquele ano, apenas Ed Sheeran e Sam Smith venderam mais no Reino Unido do que o álbum de estreia de Ezra, Wanted on Voyage. Enquanto isso, Budapest entrou no top 10 de 11 países europeus.

Quatro anos depois, ele continua um pouco atrás do seu “inspirador” amigo Sheeran – que é agora um superstar convicto graças ao enorme sucesso de Divide em 2017. “Eu passo cinco minutos me convencendo de que adoraria ter o nível dele de notoriedade,” diz Ezra, tomando café em um pub no oeste de Londres. “E então penso no impacto que isso teria e não sei se fui feito para isso.”

Caso a fama global venha ao encontro de Ezra, Sheeran ofereceu alguns conselhos – “Ele recomendou que eu me livrasse do meu celular. Ed [só] tem um iPad e checa seus e-mails quando quer, depois, [o aparelho] entra em modo avião.” Contudo, Ezra continua não convencido, “Eu não lutaria contra [o sucesso] se este viesse até mim, mas eu gosto de ser o mainstream azarão.” Contudo, se você pode ser considerado um azarão tendo um álbum com 1,2 milhão de cópias vendidas, é um ponto discutível.

Vestindo jeans, uma camisa xadrez e jaqueta bomber, com seu penteado desgrenhado e jogado para o lado, Ezra, assim como Sheeran, é uma pessoa discreta. Caminhando pela Shepherd’s Bush, onde mora, ele diz que é fácil quando você ficou fora dos olhos do público por um tempo. “A verdade é que, se você não está em movimento agora, consegue se esconder nas sombras.”

Contudo, ele está prestes a ser mais reconhecido. Em Março ocorre o lançamento de seu segundo álbum Staying at Tamara’s, para o qual seu single Paradise é um excelente pontapé inicial: uma mistura de guitarras eufóricas e pulsantes com uma voz doce e açucarada que parece ter sido feita para espantar o desânimo de inverno de vez. “Grandes acordes e refrões chiclete: é isso que eu sou,” afirma ele confiantemente – ainda que prometa que haverão “músicas mais obscuras” em seu novo álbum, baseadas em momentos mais difíceis da sua vida.

Ezra parece ser um admirador da Europa. Seu primeiro álbum foi inspirado em uma viagem ao redor do continente, e, determinado a mudar seu humor, George foi para Barcelona em 2016 por um mês, para escrever; lá, reservou um Airbnb, cuja dona era Tamara, que inspirou o título de seu segundo álbum.

Após ter escrito uma carta de amor para a cidade em Wanted on Voyage, e mesmo interessado em construir um relacionamento com Barcelona, ele é o primeiro a admitir que os catalães não compartilham do seu entusiasmo pela capital deles, como os húngaros o fazem com Budapeste. “Eu nunca vendi discos em Barcelona, ninguém me conhece”, ele ri. “Enquanto que me surpreende o quanto os húngaros gostam de Budapeste”. De fato, a história do single de Ezra e do início da sua carreira são atualmente umas das informações disponíveis no site da Agência de Turismo Húngara.

Para esse álbum, a inspiração para escrever foi extraída de dois lugares principais: Seus problemas com a saúde mental acima mencionado, e seu relacionamento de três anos com sua namorada. “Nós nos conhecemos no final no último álbum”, disse. “Eu queria ser honesto no disco, e isso significava falar sobre ela”.

Hoje em dia, apesar das dificuldades nos últimos anos, a sorte parece estar sorrindo de novo para Ezra: Relacionamento à parte, ele comprou sua própria casa em Shepherd’s Bush, embora frequentemente se sinta mal por seus amigos terem que lidar com o aumento no preço dos aluguéis e uma situação de moradia que ele descreve como “Insana”. “Eu tenho que lembrar para mim mesmo que eu não sou uma má pessoa por estar onde eu estou”, ele diz.

Ainda que tenha crescido com uma situação financeira confortável, ele está inconformado com a forma como a indústria musical se tornou uma esfera da classe média que só cresce. “Isso não faz sentido. É do interesse de todos estarmos disponíveis uns para os outros. Ninguém quer ser um homem rico em uma cidade pobre. Isso não faz sentido. O legal é viver em algum lugar onde você tem uma sensação de igualdade e de possibilidade para as pessoas”.

Com Staying at Tamara’s, um retorno para a agenda agitada de Ezra de 2015 parece provável. Ele também está gravando uma série de podcasts com o título de “George Ezra & Friends”, no qual o cantor entrevistou personalidades como Sheeran, London Grammar e Craig David sobre os bastidores da indústria. “Ed foi um dos primeiros”, conta Ezra. “Ele me contou que o talento é parte disso, mas que não é o mais importante, o mais importante é o foco.”

Alguns podem discordar, claro. Críticos da atualidade reclamam que falta nos jovens músicos uma certa sensação de choque e temor; notavelmente, Bono [do U2], que recentemente declarou de forma controversa de que a música “ficou muito feminina”. Contudo, ele não tem interesse em produzir drama. Ele conta que: “Para ser provocativo você tem que ser honesto; as pessoas sabem quando algo é verdadeiro ou não, e a verdade é que eu não tenho nada a reclamar sobre minha infância e adolescência. Eu me apaixonei por algo e posso viver disso hoje. Eu ouço muitos falando que as pessoas não são mais barulhentas, turbulentas ou opinativas, mas essas coisas vão e vem e eu não sei se me importo se as pessoas estão opinando ou não”.

O que ele acha interessante sobre o cenário musical de hoje é a maneira em que, na era digital democrática, o livro de regras sobre como ter sucesso foi rasgado. Ele chama isso de “Vibração do Oeste Selvagem”, em que ideias alternativas, como seus podcasts, são cruciais. “Não há especialistas, ninguém para perguntar ‘Cara, como eu faço isso?’ Isso é bom para a indústria.”

Ainda assim, é uma aposta bastante segura que Staying At Tamara’s terá sucesso nas paradas, tendo em vista suas músicas com refrões cativantes e que são claramente adequadas a festivais ao pôr do sol. Mas não duvide de ambição dele: Vendas de lado, receber prêmios em reconhecimento a este álbum, seria bom, diz Ezra. Ele gostaria de uma indicação ao Mercury Prize, “mas um Ivor Novello seria incrível. Isso me deixaria emocionado.”

George Ezra é um apoiador da Mind, entidade sem fins lucrativos em prol da saúde mental: www.mind.org.uk

 


A matéria acima foi produzida e postada no site do The Telegraph, em sua área de Cultura e Música. Ela é datada de 22 de Janeiro de 2018 e foi escrita por Matt Allen, jornalista do site. Esta tradução foi feita apenas para o deleite e entendimento dos fãs brasileiros do George Ezra e não tem nenhum fim lucrativo. Por favor, se reutilizar esta tradução, fazê-la com os devidos créditos.

Matéria Original: Clique aqui.

George Ezra: “Estou tentando descobrir quem eu sou e o que é importante para mim”

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Image taken from/imagem obtida em: The Wideo. Photographer/Fotógrafo: Findlay Macdonald

O cantor está em primeiro lugar nas paradas com “o som do verão” Shotgun, mas ano passado sua carreira chegou perto de acabar – e ele diz que foi a melhor coisa que aconteceu com ele.

Pop Stars caminham entre nós mais do que podemos imaginar, graças a bonés e óculos escuros. Mas a versão de George Ezra do clássico disfarce é mais prática – um chapéu caqui com abas largas de uma companhia de produtos esportivos, combinado com um par de óculos escuros, com armação estilo camuflagem que ele conseguiu em um posto de gasolina – contudo, estiloso não é. Na realidade, com a sua camiseta branca da NASA, a combinação faz ele parecer o avatar do Twitter de um homem que retweeta Piers Morgan. “As pessoas olham para mim”, ele admite, enquanto nos sentamos no café perto da sua casa no leste de Londres, “mas só por que eu pareço horrível”.

São 10:30 e hoje Ezra, de 25 anos, está em uma correria de compromissos pelas rádios Magic, Absolute, Radio 1 e Radio 2. O disfarce valerá a pena já que iremos a pé e por transporte público. “Se você não se importar”, Ezra sugeriu, “Eu acho que vou de ônibus hoje”.

Normalmente, um artista multi-platina viajando com um jornalista desta maneira, faria isso para provar o quão humilde ele é, apesar de todos os álbuns número um de vendas (Ezra tem dois, incluindo Staying at Tamara’s, álbum novo de maior vendas de 2018) e os singles no topo de paradas (seu último, Shotgun, é tão certo de estar na primeira posição no dia seguinte, que ele até já organizou um churrasco da vitória para os seus amigos em Hertfordshire). Mas nesse caso, assim como a alça de pescoço balançando do chapéu de Ezra, parece que a questão é a praticidade.

Em posição de destaque na Edição N° 94 [do The Guardian], Ezra reflete sobre a quase-confirmada ascensão de Shotgun à primeira posição das paradas. Sua predecessora, a efervescente Paradise lançada em Janeiro deste ano, foi um grande sucesso, mas ano passado sua carreira chegou perto de acabar. Em Junho do ano passado, seguindo o lançamento do terceiro álbum mais bem vendido de 2014, Wanted on Voyage, Ezra estava pronto para retornar e lançar seu novo single Don’t Matter Now. É difícil, na era do streaming, definir o que exatamente constitui um hit, mas também é difícil ver positivamente uma música que fica duas semanas no top 70, o ponto alto Don’t Matter Now de nas paradas.

Isso foi o contrário do que aconteceu com o primeiro single de Ezra, Budapest, que o lançou para o estrelato apesar de ser originalmente lançada de graça: Don’t Matter Now flopou. “A música recebeu muito apoio da mídia”, diz Ezra. “As pessoas só não queriam ouvi-la”.

Tivemos uma reunião de emergência – “e só por que eu insisti” – na gravadora de George, a Columbia. “Nós podemos ser totalmente honestos sobre o que está acontecendo?” ele perguntou na sala. Foi sugerido que o álbum, previsto para o final de 2017, fosse adiado para 2018. “Eu disse: ‘Não perderemos o momento?’ Alguém se levantou e falou: ‘Não existe porra nenhuma de momento’” O álbum foi adiado.

Esse episódio forçou Ezra a reavaliar sua abordagem “tanto faz” para o sucesso: Ele nem sabia que a votação para o BBC Sound of… existia até que foi indicado nela, e em uma entrevista ele afirmara que não se importava se sua carreira durasse 2 ou 12 anos.“Eu não quero soar como a frase motivacional na parede da sala da direção do ensino fundamental, mas Don’t Matter Now flopar foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Eu percebi o quanto eu não estava levando [a carreira] a sério”.

Ele viu o que é o fracasso e, para ser sincero, não gostou muito. Ele começou até a pensar em carreiras alternativas “Uma coisa é ter um single que não funciona, mas dois em seguida é um sinal do fim.” e ele continua “Quando estávamos lançando Paradise, eu falei, em voz alta: ‘Eu vou dar tudo que eu tenho’”.

Paradise foi uma música pop escrita de forma tão firme, tão sabiamente estruturada, que pareceu o tipo de sucesso de multi-compositores que artistas de grandes gravadoras tiram da cartola quando estão no aperto; de fato, foi o primeiro single que Ezra escreveu sozinho (a maior parte de suas músicas foram coescritas com Joel Pott). Então foi superjustificado quando o single se tornou o mais bem posicionado nas paradas até então, ocupando o lugar número 2.

Chegamos então no QG da Bauer Radio, casa da Absolute e da Magic, onde Ezra realiza uma pequena apresentação para os ganhadores de uma competição. Depois disso, ele conta que algumas vezes dá ao público o que ele chama de “uma noite com George Ezra”, onde ele entra totalmente no modo “contador de histórias”. Às vezes funciona, ele conta, e às vezes não; de todo jeito, ele se destaca de artistas que você poderia dizer que são da mesma “vibe” que ele, como os também ex-alunos da BIMM Tom Odell e James Bay – por que seu papo é tão envolvente quanto suas músicas.

O desejo de mostrar personalidade se estendeu a coisas como um vídeo promocional de merchandising online tão estranho que garantiu a Ezra um lugar no Vic & Bob’s Big Night Out. Ainda tem seu podcast, onde ele bate um papo com artistas incluindo Elton John e Ed Sheeran.

“Se você zuou a si mesmo, ninguém mais poderá te zoar” Ezra pondera “Mas não é uma coisa que você pode forçar ou recriar. Outro dia, alguém da gravadora me ligou dizendo: ‘‘O que você acha de tuitar ao vivo o programa Love Island?” e eu fiquei tipo: ‘‘Er, eu tenho muito o que fazer’”.

Não que Ezra não seja avesso à ideia de que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Seu álbum de estreia foi principalmente baseado em suas viagens internacionais; A narrativa principal do Staying at Tamara’s é sobre ele indo sozinho para Barcelona, onde o Airbnb no qual ficou se revelou um antro de criatividade boemia. Não o preocupa que ele necessite se inserir em situações para que a criatividade surja? Ele tem que inventar situações para seu pop estruturado na realidade por que ele realmente não tem nada a dizer?

É mais uma questão de se colocar em lugares onde até ideias mundanas parecem interessantes, Ezra explica. Mas parece possível que a necessidade de aventuras e sua abordagem “pegue ou largue” a respeito da ambição, tenha raízes na sua criação confortável e segura, na semi-rural Hertfordshire. Ele nunca sentiu necessidade de escapar. Ou como ele coloca: “Eu nunca tive grandes sonhos quando criança. Eu era tão feliz que não precisava deles.”

Com Ezra disfarçado de novo, voltamos pela Soho em direção à BBC, e falamos um pouco mais sobre sua infância. O drama principal parece ter sido o estirão de crescimento na adolescência que levou-o a ter má postura (“Tudo que eu queria era não me destacar”) isso ainda afeta sua postura até hoje. Ele não acredita que tenha sido influenciado negativamente pelo divórcio de seus pais, ambos professores, quando ele tinha 14: “Pela primeira vez, eu os vi como humanos, com sua própria merda acontecendo – me fez extremamente bem.” Nada de delinquência juvenil? “Bom,” ele diz. “Quando criança eu costumava correr por campos de trigo…” Então, tem algo a mais em George Ezra além do que podemos ver? “Eu também estou tentando saber a resposta para essa pergunta”, ele admite. “Eu não sou um garoto e não sou um homem.”

Ezra diz que começou a questionar tudo isso desde que entrou para uma indústria que fetichiza o gênio torturado. “Isso costumava passar pela minha cabeça assim que comecei na música: Eu posso pelo menos admitir que eu tive uma adolescência ruim?” Eu me pergunto se a confusão que várias pessoas têm na adolescência é a mesma que estou experimentando agora. Eu estou tentando descobrir quem eu sou e entender o que é importante para mim. É exaustivo.”

Entre as idades de 21 e 23, Ezra experimentou o que ele descreve de “um agudo sentimento de inutilidade”. Ele não se deu conta durante a promoção de seu primeiro álbum – apesar dele ter pensado muito nisso desde então – de que durante todo esse período, ele estava se escondendo em camarins e áreas de backstage, relutante em encontrar seus próprios fãs. “Eu ficava pensando: ‘eu posso ficar no meu cantinho seguro no camarim, logo, não tenho que confrontar nada, logo, nada aconteceu’.” Então veio o onipotente desastre político e cultural que foi 2016. “Pareceu que qualquer coisa que poderia ter dado errado deu errado – pareceu o mundo errado para se estar se você é sensível. Ninguém na minha vida, amigos ou família ou a mídia, tinha alguma resposta.”

Ezra também sabia que tinha que compôr seu segundo álbum, mas isso não estava acontecendo. Ele caiu no padrão habitual de pensamentos que ele descreve “como uma cobra comendo a si mesma”. A vida sem estrutura de um Pop Star entre álbuns não ajudou. “Eu programaria o despertador, acordaria, desceria as escadas para escrever, nada vinha, então eu só fazia coisas sem sentido. Eu limpava a casa. Todo santo dia. Eu inventava coisas para fazer. Listas de coisas que não precisavam existir.”

Ficar na Tamara, em Barcelona, acabou por ajudar na criatividade e no reajuste mental que ele estava procurando, e os padrões de pensamento que o incomodavam começaram a se dissipar. Ele fica receoso em gerar manchetes “Meu inferno de ansiedade”, parcialmente porque houve algumas nos últimos meses, e ele ficou surpreso (“Eu era ou ignorante ou inocente”) em como a mídia pulou de cabeça no jeito que ele discutiu saúde mental. E parcialmente por que ele sabe que, no geral, sua experiência não foi grave e que a solução foi bem simples. “Mas mesmo quando as pessoas que passam por menos, ainda é alguma coisa”, ele explica. Então, quando o instituto sem fins lucrativos em prol de saúde mental Mind perguntou se ele consideraria ser um embaixador, ele disse que sim.

Depois de um breve papo ao vivo com Greg James da Radio 1, no qual Shotgun se tornou um divertido hino de futebol, Ezra teve sua foto tirada para o site da Official Charts [responsável pelos dados oficiais das paradas de sucesso britânicas], sugerindo sua posição de número um quase que certa. Quando nos falamos alguns dias depois, Shotgun está no topo das paradas. Ezra liga enquanto está andando até a farmácia, atrás de alguns comprimidos para febre alta. Sim, ele confirma, ele está usando seu chapéu horroroso e seus óculos. Depois que nos separamos na BBC, ele assistiu à partida da Inglaterra em um trem de volta para Hertford; a noite terminou com uma sessão inesperada no porão dele, tocando covers do Dylan com seu pai e seus amigos até 1 da manhã.

Já o churrasco comemorativo na sexta à noite – Bom, esse foi uma desordem. “O ângulo olhe-para-mim-eu-sou-o-número-um não funcionou de acordo com o plano,” ele admite. “Um amigo levantou o copo e disse, ‘Parabéns ao George por ser o número 1,’ mas aí outro falou, ‘Pera aí, você já não foi número 1 antes?’ E eu respondi, ‘Não, esse foi meu álbum.’ Então eles falaram: ‘Isso não é melhor que um single? São 12 músicas, não uma’ e eu disse: ‘Bom, mais ou menos, mais um single é mais difícil,’ e então o momento já tinha passado e eu tive que mudar de assunto.”

Eles acabaram jogando baralho, depois acenderam uma lanterna de papel – mas Ezra vetou que a soltassem: o clima quente deixou o campo seco e ele não queria ser responsável por um incêndio. Apesar disso, a comida desceu bem. Ele até preparou uma salada. E no momento exato em que ele soube que era com certeza o número 1, ele relembra um breve momento de clareza. “Só durou um segundo, então sumiu, mas tudo fazia sentido,” ele diz.

“Pareceu surreal. E foi engraçado, Você tem que rir, não é?”


A matéria acima foi produzida e postada no site do The Guardian, em sua área de Cultura e Música. Ela é datada de 06 de Julho de 2018 e foi escrita por Peter Robinson, jornalista do site. Esta tradução foi feita apenas para o deleite e entendimento de fãs brasileiros do George Ezra e não tem nenhum fim lucrativo. Por favor, se reutilizar esta tradução, fazê-la com os devidos créditos.

Entrevista Original: Clique aqui.

George Ezra Mudou de Opinião Sobre os Três Leões*?

(Taken from/Obtida em: G1 | Divulgação)

Antes da perda da Inglaterra para a Croácia na Copa, George Ezra postou um vídeo no Twitter pedindo aos fãs para comprarem e ouvirem o hino nacional da Inglaterra, a fim de que este tirasse sua própria música do topo das paradas.

No vídeo, George dizia que era maravilhoso que sua canção, Shotgun, estivesse na primeira posição por duas semanas mas que “eu acho que está na hora de tirá-la do topo com o hino dos Três Leões.”

Contudo, logo após a derrota inglesa, ele não estava mais tão certo disso, contando ao Sky News: “Generosidade tem seu limite. Estou tranquilo, nós veremos (o resultado do próximo jogo)… O fato de que eu fiquei em primeiro lugar por uma semana, ainda mais duas, é simplesmente louco.”

Sendo um entusiasmado fã de futebol, ele está tentando se manter otimista mesmo após a perda na semi-final: “Cheguei num ponto onde eu não estava muito feliz na noite passada, mas a coisa que mais animou em tudo isso foi o torneio como um todo, me lembrando que a cada quatro anos ele faz todos se unirem.

Ele continuou então, descrevendo a edição deste ano como “tão divertida porque havia uma certa calma no ar… Para mim pessoalmente, foi legal usar a bandeira de St. George novamente e me sentir confiante sobre isso.”

Ezra também contou ao Sky News que escrever uma música-tema para a seleção “só é fácil se você acertar.”

Ele não tem certeza de que escreveria uma algum dia, dizendo: “É tão difícil – é como uma música natalina. Só é fácil se você acertar.”

O pop star admitiu que algo menos difícil são suas exigências em turnê, confirmando que estas geralmente consistem simplesmente em uma chaleira, limão e mel.

Mas, completou: “Frustrantemente, eu acabo dando alguns ataques, porque a chaleira geralmente não está lá.”

Quando o assunto é lidar com o sucesso repentino, ele afirma: “Quando você está no meio dessa situação, é difícil absorver tudo, e minhas folgas são tão preciosas para mim porque são poucas e muito espaçadas… De imediato eu vou ver meus amigos e nada muda muito.”

O novo álbum do Ezra está à venda.


*Nota da Tradução: Três Leões refere-se ao apelido pelo qual a Seleção Inglesa de Futebol é chamada, e faz referência ao brasão dos três leões que caracteriza seu uniforme.

A matéria acima foi produzida e postada no site da Sky News, em sua área de Entretenimento. Ela é datada de 12 de Julho de 2018 e foi escrita por Bethany Minelle, jornalista de entretenimento do site. Esta tradução foi feita apenas para o deleite e entendimento de fãs brasileiros do George Ezra e não tem nenhum fim lucrativo. Por favor, se reutilizar esta tradução, fazê-la com os devidos créditos.

Matéria Original: Clique aqui

Cover: The Vamps faz cover de “Shotgun” para a BBC Radio.

Foto: Divulgação

Nesta terça feira (14/08) foi divulgado no canal da rádio britânica BBC Radio 1, mais um cover dos inúmeros que vários artistas fazem para o canal do YouTube da rádio. Esta semana foi a vez da banda The Vamps que apostou em “Shotgun”, hit do nosso querido George Ezra.

Com uma sonoridade diferente da música original, a banda conseguiu mostrar autenticidade e mandou muito bem. Confira no vídeo abaixo: